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julho 16, 2026
23:05 pm
Quase dez anos após a trágica morte da pequena Alice Beatriz Reis Farias, de apenas 1 ano e 3 meses, a Justiça finalmente deu uma resposta à família. Em julgamento realizado pelo Tribunal do Júri de Feira de Santana, Antônio Lucas Conceição da Silva foi condenado a 24 anos de prisão, em regime fechado, pelo homicídio qualificado da bebê, além dos crimes de receptação e porte ilegal de munição de uso restrito.
O crime aconteceu na manhã de 15 de novembro de 2016, no bairro Pedra do Descanso, e chocou a comunidade local pela brutalidade e covardia. De acordo com a denúncia do Ministério Público da Bahia (MP-BA), Antônio Lucas e outros comparsas invadiram a localidade com o objetivo claro de executar um integrante de uma facção criminosa rival, transformando a rua residencial em um verdadeiro cenário de guerra.
A pequena Alice brincava pacificamente na rua, perto de sua residência, quando foi atingida por um dos disparos efetuados pelos criminosos. De acordo com o site G1 Feira e região, a criança chegou a ser socorrida às pressas e levada para uma policlínica local, mas, infelizmente, não resistiu à gravidade dos ferimentos e faleceu, sendo sepultada no dia seguinte sob forte comoção no Cemitério Piedade.
Na decisão, o Conselho de Sentença acolheu integralmente as qualificadoras apresentadas pela acusação: o motivo torpe, uma vez que o ataque foi motivado pela sangrenta disputa pelo tráfico de drogas, e o perigo comum, já que os réus efetuaram diversos disparos a esmo em uma área residencial com grande circulação de moradores. A pena também foi agravada pelo uso de um carro roubado na fuga e pela posse de munições restritas.
A denúncia inicial do MP-BA apontava outros dois envolvidos no atentado: Ronilson Oliveira de Jesus, apontado como o mandante intelectual da ação, e Leone dos Santos Costa, o “Leone do Pela Porco”. No entanto, Ronilson morreu no decorrer do processo judicial e teve sua punibilidade extinta, enquanto o processo de Leone foi desmembrado pela Vara do Júri de Feira de Santana e seguirá em um rito separado.
Com o desmembramento do caso e a extinção da pena do mandante, Antônio Lucas sentou sozinho no banco dos réus nesta semana para responder pelo crime que interrompeu a vida de Alice de forma precoce. A defesa do condenado ainda pode recorrer da decisão, mas ele iniciará o cumprimento da pena em regime fechado, trazendo um alento de justiça para uma ferida que segue aberta na comunidade baiana.
Blog Central de Polícia, com informações do G1