Os números foram apresentados no HGCA, durante Fórum sobre Violência no Trânsito
O cenário da violência no trânsito em Feira de Santana atingiu marcas críticas em 2025. Dados apresentados na manhã desta terça-feira (27) em uma coletiva no Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA) revelam que o hospital atendeu 3.773 pacientes vítimas de sinistros de trânsito ao longo do ano. No topo do ranking da periculosidade urbana, a Avenida Eduardo Fróes da Mota (Anel de Contorno) se consolida como o trecho mais violento.
Embora a imprudência e a velocidade sejam fatores conhecidos, a Inspetora da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Lívia Marcelino, lançou luz sobre um problema que foge ao controle dos motoristas: o estado deplorável da pista. Em entrevista, a inspetora destacou que a combinação de tráfego pesado e falta de manutenção transforma o Anel de Contorno em uma armadilha.
“A gente sabe que para ter um trânsito seguro precisa da responsabilidade do condutor […], mas precisa também de uma pista em condição. E o Anel de Contorno está muito distante dessa realidade por conta dos buracos, da falta de sinalização e da iluminação”, afirmou Marcelino ao lado de gestores do município.
A escuridão e as crateras na pista são agravantes em um trecho onde o trânsito urbano de Feira de Santana se mistura ao fluxo intenso de caminhões que cruzam o maior entroncamento rodoviário do Norte/Nordeste.
Os números apresentados no I Fórum sobre Violência no Trânsito mostram que a pressão sobre o sistema de saúde é crescente.
Os acidentes com motocicletas representam a fatia mais crítica, respondendo por cerca de 80% das ocorrências de politraumatismo que chegam à emergência.
A PRF reforça que, enquanto obras de duplicação e melhorias de engenharia não forem entregues, a atenção dos condutores deve ser redobrada, especialmente nos trechos onde a sinalização é precária e o asfalto cede lugar aos buracos.
Blog Central de Polícia, com informações e fotos de Denivaldo Costa (Rádio Subaé)
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