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janeiro 30, 2026
17:09 pm
O perito Laylson José Lopes Júnior culpa “embaraços” em licitação pela demora no conserto
O coordenador da Macrorregional Recôncavo do Departamento de Polícia Técnica (DPT), Laylson José Lopes Júnior, admitiu em entrevista nesta sexta-feira (30) ao repórter Denivaldo Costa, do programa Ronda Policial (Rádio Subaé), que o equipamento de raio-X de Feira de Santana estava fora de operação há meses. Lopes Júnior é responsável pelas unidades de Feira, Serrinha, Alagoinhas, Santo Amaro, Santo Antônio de Jesus e Itaparica, atribuiu a demora no conserto a entraves burocráticos e processos licitatórios do Estado.
Manobra entre cidades
Para mitigar o problema na maior cidade do interior baiano, a gestão optou por uma medida paliativa: remover a digitalizadora da unidade de Serrinha para suprir a demanda de Feira de Santana. “Aqueles embaraços de licitação acabaram atrasando um pouco o conserto. E aí a gente retirou de Serrinha a digitalizadora e trouxe para Feira”, afirmou.
A informação foi inicialmente revelada pelo radialista Aldo Mattos, no programa Nas Ruas e na Polícia (Rádio Sociedade News). Segundo o veterano comunicador, a decisão tenta “tapar um buraco” em Feira, mas acaba criando um novo vácuo no atendimento em Serrinha. O radialista de Serrinha, Dida Negrão, reforçou que partes do equipamento foram encaminhadas para garantir o funcionamento do aparelho no DPT de Feira de Santana.
De acordo com levantamento do blog Central de Polícia, 13 cidades podem ser afetadas pela falta do equipamento como Serrinha (Sede), Araci, Barrocas, Biritinga, Candeal, Conceição do Coité, Ichu, Lamarão, Riachão do Jacuípe, Santaluz, São Domingos, Teofilândia, Valente.
“Despir um santo para vestir outro”
Até então, a situação era inversa: como o raio-X de Feira de Santana estava quebrado há sete meses (Relembre o caso), corpos que precisavam de exames radiológicos eram levados para Serrinha. Com a transferência física da digitalizadora, a unidade de Serrinha fica agora desprovida da ferramenta. Para especialistas, a medida é o famoso “desvestir um santo para vestir outro”, mantendo a logística precária e podendo comprometer o tempo de liberação de corpos, gerando indignação nas famílias que aguardam por velórios e sepultamentos.
DPT de Feira de Santana
Defesa: “Não atrapalha muito”
Apesar das críticas, Laylson Lopes Júnior minimizou o impacto da ausência do aparelho nas operações diárias. Segundo o coordenador, o defeito original em Feira não é em uma peça física, mas no software do equipamento.
Questionado sobre possíveis atrasos em necropsias, o gestor alegou que o uso do raio-X é pontual, solicitado em apenas cerca de 5% dos casos. O exame é indicado especificamente quando o médico legista tem dificuldade em localizar projéteis no corpo.
O coordenador sustenta que a ausência do raio-X em Serrinha “não atrapalha muito” o fluxo de exames e que a maioria das necropsias ocorre sem a necessidade de imagens e que a unidade continua operando normalmente mesmo após a retirada da digitalizadora.
Entretanto, as explicações não encerram a polêmica sobre a logística regional, já que qualquer necessidade técnica não suprida em Serrinha agora depende obrigatoriamente do deslocamento para Feira de Santana, que possui uma demanda significativamente superior.
Blog Central de Polícia, com informações de Denivaldo Costa (Rádio Subaé










